Há alguns dias fiquei na dúvida de publicar esta notícia aqui no blog, afinal neste espaço estamos dedicadas mais às nossas causas femininas (decoração, moda, maquiagem…) do que às causas políticas/humanitárias.
A equipe do Leitmotiv conta aproximadamente com 10 colaboradoras convidadas, dentre elas está a jornalista Élida Oliveira, a qual mantenho meu carinho e admiração, mas que percebendo a leveza e entretenimento dos posts achou melhor reclinar o convite, por estar trabalhando com temas sociais mais profundos.
Aproveito esta notícia para abrir também um leque para a política, afinal, já falamos de sustentabilidade, algo que, embora ainda elitizado, exige mentes um pouco mais elevadas quanto à essas questões. Élida, fique à vontade.
O que Obama fez nesta segunda-feira lembra o que os alemães ocidentais fizeram com a Alemanha oriental durante a Guerra Fria. Quanto mais contatos por cima do muro, pior ficou para o regime comunista.
Não há mesmo ditadura que resista a informação. Telefone, televisão, internet por satélite, por fibra ótica, seja lá como for. Mais importante que o dinheiro que os exilados vão mandar para a ilha, é conhecimento que o povo cubano pode passar a ter do resto do mundo. Em outros países onde isso aconteceu, terminou em democracia.
Os cubanos, a começar por Fidel Castro, dizem que não tem medo de mais contato com os Estados Unidos. Fidel Castro disse que não teme o diálogo com os Estados Unidos. E mais: que o regime não necessita de confrontação para existir.
Fidel chamou de idiotas aqueles que dizem que o embargo tem sustentado os Castro no poder. Aos poucos os Estados Unidos começam a tirar esa prova.
Parece que uma muralha de 47 anos começou a ruir e com ela, a distância entre Estados Unidos e Cuba. O cubano que vive nos EUA e quiser ir para a terra natal vai poder, mais de uma vez por ano, quantas vezes quiser.
“Pais e irmãos vão se ver. Isso é muito bom”, diz um jovem. O cubano que quiser mandar dinheiro aos parentes que estão em Cuba vai poder, mais do que US$ 1.200 dólares por ano. Quanto quiser. E vai poder também enviar roupas, remédios, produtos de higiene, equipamentos de pesca.
As empresas americanas de telefonia estariam autorizadas a estabelecer conexões via fibra ótica e satélite com a ilha de Fidel. Foi a forma encontrada por Barack Obama para estimular o acesso dos cubanos a um item raro na ilha: informação.
“Obama quer acabar com o embargo a Cuba”, afirma um cubano. Calma! Isso, diz a Casa Branca, só se o governo de Cuba respeitar os direitos humanos e realizar eleições democráticas. Fidel Castro e seu irmão Raul estão no poder há 50 anos. (Fonte: Jornal da Globo)
A APROXIMAÇÃO ENTRE EUA E CUBA SERÁ GRADUAL E DIFÍCIL.
O comentarista Arnaldo Jabor afirmou que o regime de Cuba foi administrada de maneira confusa durante muitos anos. Mas que Barack Obama traz realmente algo novo com suas medidas para os cubanos.











Do jornale