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24 novembro 2009

Con Alma

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"Ave Maria"

Está difícil saber de que modo devo começar este post, tamanha a grandiosidade do artista que, particularmente, acabo de descobrir, o qual eu reporto para cá.

Stephan Doitschinoff aka CALMA é de 1977, nascido na capital São Paulo (embora seu sobrenome seja de origem búlgara), e está ganhando relevância entre curadores de arte mundo afora por sua linguagem e estilo únicos que englobam diversas influências.

Os temas, os quais Calma trabalha, tanto em grafitti, quanto em telas de tinta acrílica, são inspirados em narrativa espirituais, principalmente voltadas ao Catolicismo e às religiões africanas (em particular a Macumba), sempre com um toque de urbanidade que lhe é devido. Ainda podemos perceber as influências das pinturas Western e tradicionais imagens folclóricas indígenas.

Esta aproximação com a iconografia religiosa não é de agora. Stephan Doitschinoff é filho de um pastor Evangélico, e com isso passou sua infância inteira absorvendo o vocabulário visual da arte sacra. Calma, seu nome artístico, é uma abreviação da expressão em latim “con alma”. Para nós, brasileiros, não fica difícil traduzir seu significado.
Brevemente apresentado, vou deixar que vocês apreciem a obra do brasileiro Stephan Doitschinoff por meio do seu repertório midiático oficial.

NOVO MUNDO: exposição feita em 2008 na Jonathan LeVine Gallery em NY, sua primeira exibição solo apresentou novos trabalhos.

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Instalação em NY.

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"Medusa"

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"Novo Mundo"

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"O Homem Apropriado"

Para mais, clique aqui.

TEMPORAL: vídeo documentário de 12 minutos produzido durante a viagem de dois anos que o artista vivenciou na cidade de Lençóis no interior da Bahia. Por lá ele pintou diversas casas, cemitérios, capelas e muros. Direção de Bruno Mitih.

TEMPORAL : The Art of Stephan Doitschinoff (aka Calma) from Jonathan LeVine Gallery on Vimeo.

CALMA: The Art of Stephan Doitschinoff, livro lançado em 2008 pela editora alemã, é a obra que apresenta a vida de Stephan Doitschinoff e também as imagens de sua experiência em Lençóis, interior baiano.

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Muro da Lençóis, interior da Bahia.

Para mais do livro Calma, clique aqui.

Stephan Doitschinoff aka CALMA, ainda participa, até o dia 05/12/2009, da exposição “De Dentro Para Fora, De Fora Para Dentro” instalada no MASP. Também estarão presentes obras de Carlos Dias (aka Asa), Daniel Melin, Ramon Martins, Titi Freak e Zezão.

Fica aqui registrada a minha dica para a curadoria do curitibano MON, que tal?

Site oficial: http://www.stephandoit.com.br/

Arquivado em: Cultura — Tags:, , , — Carolina do Nascimento @ 14:13
 

10 agosto 2009

Surrealismo que derrete e linhas suaves realistas…

Existem vídeos, podcasts, reportagens na internet que você não sabe muito bem porque os encontra. Pode ser por pura histeria coletiva, ou então estratégia de virais muito bem sucedidas, ou simplesmente: “coincidência”. O fato é que fiquei muito surpresa com o vídeo que “me encontrou” esta última sexta-feira, e que já em diversos links no twitter hoje pela manhã.

O que me parecia uma inocente edição de imagens com algumas obras de Salvador Dalí, pelo thumbnail do You Tube, era na verdade o curta-metragem “Destino” (assista logo abaixo). Meu pai que é um artista nato e extremo admirador das obras surrealistas (já vi muito sol nascendo em uma frigideira, como ovos fritos, em papéizinhos solto dentro de casa), assistiu junto comigo e ficou bem surpreso.

Vamos aos dados técnicos então. “Destino” é o nome de um curta-metragem escrito e roteirizado pelo norte-americano Walt Disney e o espanhol Salvador Dali em 1945. O projeto, arquivado por questões financeiras, foi redescoberto e finalizado por Dominique Monfrey em 2003. Ventila-se agora que uma versão em DVD seja finalmente lançada. No ano que vem. A trilha sonora é uma canção homônima do mexicano Armando Dominguez.

São 6 minutos que contam a historinha em que Chronos (a personificação do tempo na mitologia grega) se apaixona por uma mortal. A união da moçoila graciosa dançando no melhor estilo Disney de animação com o cenário surreal inspirado pelas pinturas de Dalí é belíssima.

Fontes: http://supergiba.blogspot.com

http://hp.gizmodo.com.br/

Arquivado em: Cultura — Tags:, , , — Carolina do Nascimento @ 15:14
 

18 junho 2009

Jornalismo fantasma

A última do STF (Supremo Tribunal Federal) ontem à noite, dia 17,  foi como uma porrada na cara dos jornalistas, categoria de profissionais a qual atuo desde 2003, quando comecei meu curso de Jornalismo na PUCPR.

A Justiça brasileira optou por votar (oito votos a um) contra a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Para o STF a formação específica em curso deve ser dispensada para a garantia do exercício pleno das liberdades de expressão e informação. Trocando em miúdos: para ser jornalista agora basta saber escrever e sair publicando onde der. (O que também já diminui em muito as possibilidades de intervenção no jornalismo pelos cidadãos brasileiros – talvez daqui uns cinco anos os analfabetos também sejam protegidos pelo STF, a fim de se tornarem jornalistas aptos).

Porque chegaram até isso, e quais são seus argumentos? Ain… Dói… Mas vamos lá… 1) A salvaguarda da sociedade é não restringir nada… 2) Atividade jornalística é o mesmo que “intimidade com as palavras”… 3) Em outros países o jornalismo funciona bem sem exigência do diploma (onde? na China?, ah não, é que “nóis” é chique e desenvolvido como os europeus)… 4) Isso evita os obstáculos à livre expressão garantida pela Constituição Federal… 5) E a balela continua por aí…

O presidente do STF, Gilmar Mendes, completou ainda dizendo que “quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão”.

Já tive algumas experiências no ramo, e é fato que muitos jornalistas atuam em redações sem terem cursado a graduação em Jornalismo, sendo assim este julgamento feito pelo STF só viria a espelhar a realidade. Por outro lado, sabe-se que muitos autores e pensadores deste século consideram a imprensa/mídia como um dos poderes centrais da humanidade.

Me atrái a hipótese de que no Brasil os três poderes (judiciário, legislativo e executivo) foram substituídos por: 1°) Poder Econômico; 2º) Poder Midiático; 3º) Poder Político, e ainda: o Poder Político não teria autonomia e sim seguiria decisões feitas primeiramente pelo Poder Econômico e aprovadas pelo Poder Midiático, para então poder atuar.

Com isso, para mim, fica difícil encarar esta declaração de Gilmar Mendes: “a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade”… Talvez se alguém da Justiça tivesse cursado Jornalismo, saberia das Teorias da Comunicação… Hipótese do Agendamento… Enfim, acho BEM perigoso colocar a atividade jornalística na mão de qualquer cidadão, até porque todos sabemos que somos regidos pelo Poder Econômico, e não pela liberdade de idéias e expressão.

Mendes ainda chegou, em seu discurso, a comparar jornalistas com cozinheiros. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse. VALHA ME DEUS!

Uma liminar do STF já garantia, desde novembro de 2006, o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área de jornalismo. Uma coisa é permitir que cidadãos sem formação exercem a atividade jornalística, outra coisa é tornar INCONSTITUCIONAL a obrigatoriedade do diploma de jornalista.

Garibando algums opiniões no Twitter (www.twitter.com/carow85), encontrei uma, postada por Adriano Pinheiro (@dricopinheiro), que para mim resumiu bem: “a capacidade pra atuar em determinada área com sucesso envolve mais que um diploma, mas anular a importância desvaloriza a categoria”.

Eu poderia ficar escrevendo, escrevendo e escrevendo, mas resolvo parar por aqui. Um ótimo dia para os não-jornalistas!

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17 junho 2009

Cota na moda

Fonte: Folha Online

Os desfiles da temporada verão 2009/2010 da SPFW (São Paulo Fashion Week) que começam hoje, quarta-feira, dia 17, serão o palco de mais uma batalha contra a discrimação racial. Durante o evento, 10% dos modelos deverão ser negros, afrodescendentes ou indígenas, isto conforme o Termo de Ajustamento de Conduta acordado entre o Ministério Público e os organizadores da SPFW.

Isto se deu com base em um inquérito apresentado pelo jornal Folha de São Paulo, a qual constatou em janeiro de 2008, que dos 344 modelos que desfilaram naquela temporada, apenas oito (2,3% do total) eram negros.

Caso a quantidade de 10% por desfile não seja atingida, a organização da SPFW pode ser multada em R$ 250 mil. Até 30 dias após o fim da temporada, o evento terá de elaborar uma relação completa dos modelos que desfilaram, apontando o nome dos “que se inserem no critério”, como diz o TAC.

É possível justificar o descumprimento: o Ministério Público aceita, por exemplo, que a alguns temas de desfiles não cabe a participação de negros.

A diretora de casting Roberta Marzolla, responsável pela seleção de modelos de Alexandre Herchcovitch, André Lima, Ronaldo Fraga e Wilson Ranieri, acredita que a medida será respeitada. “Acho que as marcas vão cumprir a cota”, afirma.

O mais interessante foi ter colocado as indígenas dentro desta cota, será que vinga? Vamos ver. Naomi que se cuide!

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COMPLEMENTO >> Podcast >> Modelo negra vai ganhar menos da metade do cachê médio da SPFW, diz agente

Arquivado em: Beleza, Cultura, Moda — Tags:, , , , , — Carolina do Nascimento @ 10:17
 

1 junho 2009

Jornalismo multimídia independente

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Coletivo de três. Fotógrafos, jornalistas, chatos, pretensiosos e redundantes. Jornalismo multimídia independente. Mais na moda só se fosse sustentável.” É deste modo que a equipe do projeto Garapa se apresenta no twitter. Parece o sonho de muitos jornalistas, que estão cansados de traalhar com o jornalismo tradicional, extremamente padronizado, e diga-se de passagem: cansativo.

O coletivo é formado por: Leo Caobelli, Rodrigo Marcondes e Paulo Fehlauer, e seus trabalhos têm o propósito de contar histórias, seja por meio de fotografias, vídeo documentarismo, multimídia, entre outros. E o melhor: tem aquele jeitinho virtual de ser.

O ensaios publicados no site e divulgados no blog e podcast permeiam assuntos que vão desde viagens pelo deserto, participação na rotina e casa de anônimos pra lá de interessantes, acompanhamento do caso Isabella Nardoni, entre muitos outros.

Para a maioria das pessoas que criticam a linha editorial de telejornais da televisão aberta brasileira, esta é uma ótima oportunidade de ter acesso à informações reais e atuais sobre a nossa sociedade.

Arquivado em: Cultura — Tags:, , , , , — Carolina do Nascimento @ 16:08
 
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