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Agência Aorta
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22 outubro 2010

SWU Music & Arts Festival 2010

Vou ser breve ao reportar minha passagem pelos três dias de shows no SWU Music & Arts Festival 2010. Eu poderia criticar horrores as falhas na infraestrutura com detalhes, tais como: dificuldade para comprar comida, lata de cerveja a R$ 7,00 (isto quando uma das marcas patrocinadoras oficias do evento é justamente a Heineken), desrespeito na entrada do evento, sem falar da puta farsa relacionada ao conceito de sustentabilidade, que só quem viveu os três dias de SWU pode dizer.

Mas como eu fui, única e exclusivamente, para ASSISTIR AOS SHOWS (sabendo bem o perrengue que se passa ao enfrentar um festival, afinal já tenho alguns de  Psytrance na bagagem desta minha juventude transviada… Rsrsrs…) na companhia de grandes amigos, vou me limitar a comentá-los, daqui por diante.

RAGE AGAINST THE MACHINE, a última banda de protesto em massa.

Minha maior excitação ao decidir que compraria ingresso para o evento estava focada no anúncio do show dos incendiários Rage Agains the Machine. Escuto esta banda desde meus, sei lá… Quinze anos… Estimulada pelo meu querido primo Paulo, ainda na época de “Bombtrack”. Um dos meus primeiros CDs foi justamente o “Battle of LA”, e mesmo tendo sido Red Hot Chili Peppers a banda de minha adolescência inteira, o término de Rage Against the Machine foi uma grande tristeza, pois eu dizia quando moleca “não vou morrer antes de ver RATM”. Inocência e bobeira da idade, mas o fato é que: o show dos caras foi realmente inebriante. Não foi tão libertador quanto seria há 10 anos, até porque o cenário atual já não comporta bandas de protesto em um nível tão elevado, mas foi brilhante ao liberar, música por música, toda a fúria contida na expressão de seus grandes admiradores, durante todo este tempo. Foi o show da minha vida, e não acredito que algo irá superar toda a energia e magia que aquela apresentação comandada, principalmente, por Tom Morello, representou para quem esteve presente. Todos os detalhes, o som cortado diversas, o caos instaurado na massa e comprovado no “Step back, please” e na volta do som com o grave controlado nas caixas de som, tudo ficou na mente para sempre.

Ao saber que Incubus e Queens of the Stone Age tocariam no terceiro, e último, dia ficou decidido que compraria o pacote para todos os dias e iria de algum modo. Ótimo que um grupo de amigos estava na mesma sintonia e conseguimos fechar uma casa em uma chácara super bacana próxima ao local onde foi o SWU, então foi só alegria.

No segundo dia tive a oportunidade de ver Regina Spektor, que por sinal se apresenta melhor no meu iPobre todas as manhãs. Joss Stone, diva demás, adorei… Dave Matthews Band que ao meu ver não se encaixa muito bem em festivais, achei o show muito repetitivo e cansativo, talvez em um local fechado e mais intimista seja melhor de avaliar todo o talento, principalmente instrumental, da banda. E Kings of Leon, conhecia pouco mas me surpreendeu MUITO, um som extremamente pesado e chapante, inesquecível.

Depois de ter passado por aquela puta carga de energia no primeiro dia e me sentido um pouco deslocada no segundo dia, porque não tinha muito afinidade com as apresentações, o terceiro dia posso resumir como: playground dos amigos. Foi o dia mais divertido e “fofo” de todos, pudemos assistir de pertinho Incubus e Queens of the Stone entre amigos, e curtindo MUITO, como crianças. Bandas que eu ADORO há tempos. Linkin Park foi negado 100%, então o que fechou o festival para nós foi a apresentação de Pixies: mais uma dose de ternura (com pitadas do máximo de punk rock que o SWU proporcionou durante todos os dias).

Registro de rezas para o próximo? System of a Down, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers,…

Download dos shows do Rage Against the Machine e Queens of the Stone Age: http://thepiratebay.org/search/swu/0/99/0

SWU Music & Arts Festival 2010
 

26 agosto 2010

Joaquin, Phoenix do Paraguai

Oi oi minha gente!

Há quanto tempo, hein? Estou afastada por conta de um novo emprego, antes estava desempregada e me sobrava bastante tempo. Hoje chego cansada, e mesmo cheia de assuntos e pautinhas para o Leitmotiv, acabo dedicando meu tempo em outras coisas. Hoje decidi que não posso mais deixar este espaço de lado, até porque acaba fazendo me sentir frustrada, pois adoro isso aqui. =D

Vou falar sobre um assunto que me tocou semana passada. Um misto de revolta com admiração. É o caso do ator Joaquin Phoenix (o bonitão que interpreta Johnny Cash em “Johnny and June” – 1995). Como a maioria já sabe, há quase um ano temos notícias de que este rapazote simplesmente surtou. Abandonando a carreira de ator para se tornar um cantor de hip hop. Ele detonou sua imagem de galã e se mostrou maltrapilho, em diversas revistas, tablóides e em entrevista em talk show bem conhecido por aí… Veja abaixo o vídeo com a entrevista no David Letterman na íntegra.

Depois desta entrevista não surgiram mais dúvidas de que Joaquin tinha mesmo ficado “pancada”. Ou não.

Poréééééém… Ao navegar pelo YouTube na semana passada me deparei com o vídeo do “novo filme do Joaquin Phoenix – I’m Still Here”. Iniciei e, resumindo, o personagem que o ator interpreta nada mais é que o próprio Joaquin Phoenix “cantor de hip hip surtadão” só que tornado ficção. Surgiu também a possibilidade de ser um documentário, afinal é a mesmíssima história já contada por jornais e revistas sobre a vida do ator. Mas essa eu descarto.

A primeira reação foi de revolta, pensei “como pode este ator ter a cara de pau de enganar meio mundo (leia-se eu) com este surto fake???”… Conversando melhor com Marcelo, redator querido da agência onde trabalho, ficou claro que este filme, no mínimo, tem uma linguagem totalmente nova para apresentar. A identificação com o personagem vai ser tamanha, pelo ator ter vivenciado ele em diversas facetas midiáticas, que o espectador vai se perder entre ficção e realidade.

Surpreendente. Revoltante. Genial. Arrisco a dizer que é uma linguagem totalmente inovadora. Você acaba por confundir tudo, o que você viu em entrevistas, revistas de fofocas como algo real, se torna imaginário no cinema. Por um lado, desconstruindo tudo o que a mente considerou verdade e, por outro, sustentando a ideia cinematrográfica como um todo. Esperando chegar na telona para saber como vou me sentir.

Se alguém tiver mais informações sobre este caso, escreve aí pra gente.  =D

 

5 maio 2010

Promoção Alice no País das Maravilhas

O Shopping Estação está com uma promoção bem bacana via twitter para o filme Alice no País das Maravilhas, de direção do Tim Burton. Eu acabei de ganhar um par de ingressos por meio do quizz e estou aqui para contar e dizer para vocês: “participem porque funciona”. Hehehe…

Assim, tem ter uma conta no Twitter e seguir o @ShoppingEstacao por lá. Durante o dia eles avisam quando a promoção vai começar e soltam uma pergunta sobre o filme. No meu caso foi “Que personagem guia Alice até a casa do Chapeleiro Maluco?”, e a resposta foi “O Gato de Cheshire”. E agora ganhei um par de ingressos, eba! :)

Além dos ingressos diários (do dia 03/05 a 07/05 serão sorteados 5 pares de entradas por dia, do dia 10/05 a 14/05 serão sorteados 10 pares de entradas por dia), eles vão sortear Baralho, Camiseta e Relógio super exclusivos do filme. Nossa, como eu queria a camiseta e o baralhoooo! Hahaha…

Corre lá e começar a seguir! Eles sempre têm promoções legais, basta ficar ligado.

 

6 abril 2010

 

24 novembro 2009

Con Alma

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"Ave Maria"

Está difícil saber de que modo devo começar este post, tamanha a grandiosidade do artista que, particularmente, acabo de descobrir, o qual eu reporto para cá.

Stephan Doitschinoff aka CALMA é de 1977, nascido na capital São Paulo (embora seu sobrenome seja de origem búlgara), e está ganhando relevância entre curadores de arte mundo afora por sua linguagem e estilo únicos que englobam diversas influências.

Os temas, os quais Calma trabalha, tanto em grafitti, quanto em telas de tinta acrílica, são inspirados em narrativa espirituais, principalmente voltadas ao Catolicismo e às religiões africanas (em particular a Macumba), sempre com um toque de urbanidade que lhe é devido. Ainda podemos perceber as influências das pinturas Western e tradicionais imagens folclóricas indígenas.

Esta aproximação com a iconografia religiosa não é de agora. Stephan Doitschinoff é filho de um pastor Evangélico, e com isso passou sua infância inteira absorvendo o vocabulário visual da arte sacra. Calma, seu nome artístico, é uma abreviação da expressão em latim “con alma”. Para nós, brasileiros, não fica difícil traduzir seu significado.
Brevemente apresentado, vou deixar que vocês apreciem a obra do brasileiro Stephan Doitschinoff por meio do seu repertório midiático oficial.

NOVO MUNDO: exposição feita em 2008 na Jonathan LeVine Gallery em NY, sua primeira exibição solo apresentou novos trabalhos.

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Instalação em NY.

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"Medusa"

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"Novo Mundo"

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"O Homem Apropriado"

Para mais, clique aqui.

TEMPORAL: vídeo documentário de 12 minutos produzido durante a viagem de dois anos que o artista vivenciou na cidade de Lençóis no interior da Bahia. Por lá ele pintou diversas casas, cemitérios, capelas e muros. Direção de Bruno Mitih.

TEMPORAL : The Art of Stephan Doitschinoff (aka Calma) from Jonathan LeVine Gallery on Vimeo.

CALMA: The Art of Stephan Doitschinoff, livro lançado em 2008 pela editora alemã, é a obra que apresenta a vida de Stephan Doitschinoff e também as imagens de sua experiência em Lençóis, interior baiano.

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Muro da Lençóis, interior da Bahia.

Para mais do livro Calma, clique aqui.

Stephan Doitschinoff aka CALMA, ainda participa, até o dia 05/12/2009, da exposição “De Dentro Para Fora, De Fora Para Dentro” instalada no MASP. Também estarão presentes obras de Carlos Dias (aka Asa), Daniel Melin, Ramon Martins, Titi Freak e Zezão.

Fica aqui registrada a minha dica para a curadoria do curitibano MON, que tal?

Site oficial: http://www.stephandoit.com.br/

Filed under: Cultura — Tags:, , , — Carow @ 14:13
 
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