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Agência Aorta
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16 abril 2009

Obama, direitos humanos acima da polarização falida

Há alguns dias fiquei na dúvida de publicar esta notícia aqui no blog, afinal neste espaço estamos dedicadas mais às nossas causas femininas (decoração, moda, maquiagem…) do que às causas políticas/humanitárias.

A equipe do Leitmotiv conta aproximadamente com 10 colaboradoras convidadas, dentre elas está a jornalista Élida Oliveira, a qual mantenho meu carinho e admiração, mas que percebendo a leveza e entretenimento dos posts achou melhor reclinar o convite, por estar trabalhando com temas sociais mais profundos.

Aproveito esta notícia para abrir também um leque para a política, afinal, já falamos de sustentabilidade, algo que, embora ainda elitizado, exige mentes um pouco mais elevadas quanto à essas questões. Élida, fique à vontade.

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O que Obama fez nesta segunda-feira lembra o que os alemães ocidentais fizeram com a Alemanha oriental durante a Guerra Fria. Quanto mais contatos por cima do muro, pior ficou para o regime comunista.

Não há mesmo ditadura que resista a informação. Telefone, televisão, internet por satélite, por fibra ótica, seja lá como for. Mais importante que o dinheiro que os exilados vão mandar para a ilha, é conhecimento que o povo cubano pode passar a ter do resto do mundo. Em outros países onde isso aconteceu, terminou em democracia.

Os cubanos, a começar por Fidel Castro, dizem que não tem medo de mais contato com os Estados Unidos. Fidel Castro disse que não teme o diálogo com os Estados Unidos. E mais: que o regime não necessita de confrontação para existir.

Fidel chamou de idiotas aqueles que dizem que o embargo tem sustentado os Castro no poder. Aos poucos os Estados Unidos começam a tirar esa prova.

Parece que uma muralha de 47 anos começou a ruir e com ela, a distância entre Estados Unidos e Cuba. O cubano que vive nos EUA e quiser ir para a terra natal vai poder, mais de uma vez por ano, quantas vezes quiser.

“Pais e irmãos vão se ver. Isso é muito bom”, diz um jovem. O cubano que quiser mandar dinheiro aos parentes que estão em Cuba vai poder, mais do que US$ 1.200 dólares por ano. Quanto quiser. E vai poder também enviar roupas, remédios, produtos de higiene, equipamentos de pesca.

As empresas americanas de telefonia estariam autorizadas a estabelecer conexões via fibra ótica e satélite com a ilha de Fidel. Foi a forma encontrada por Barack Obama para estimular o acesso dos cubanos a um item raro na ilha: informação.

“Obama quer acabar com o embargo a Cuba”, afirma um cubano. Calma! Isso, diz a Casa Branca, só se o governo de Cuba respeitar os direitos humanos e realizar eleições democráticas. Fidel Castro e seu irmão Raul estão no poder há 50 anos. (Fonte: Jornal da Globo)

A APROXIMAÇÃO ENTRE EUA E CUBA SERÁ GRADUAL E DIFÍCIL.

O comentarista Arnaldo Jabor afirmou que o regime de Cuba foi administrada de maneira confusa durante muitos anos. Mas que Barack Obama traz realmente algo novo com suas medidas para os cubanos.


Filed under: Cultura,Outros — Tags:, , , , , — Carow @ 10:58

1 Comentário »

  1. YES WE CAN!

    Viva o Obama!

    Comment by Ana Teresa — 16 abril 2009 @ 11:30

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