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	<title>leitmotiv &#187; Gilmar Mendes</title>
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	<description>Artigos relacionados às tendências e novidades em moda, decoração, tecnologia, dicas culturais e gastronômicos, além de poesia e literatura.</description>
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		<title>Jornalismo fantasma</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[atividade jornalística]]></category>
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		<description><![CDATA[A última do STF (Supremo Tribunal Federal) ontem à noite, dia 17,  foi como uma porrada na cara dos jornalistas, categoria de profissionais a qual atuo desde 2003, quando comecei meu curso de Jornalismo na PUCPR. A Justiça brasileira optou por votar (oito votos a um) contra a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A última do STF (Supremo Tribunal Federal) ontem à noite, dia 17,  foi como uma porrada na cara dos jornalistas, categoria de profissionais a qual atuo desde 2003, quando comecei meu curso de Jornalismo na PUCPR.</p>
<p style="text-align: justify;">A Justiça brasileira optou por votar (oito votos a um) contra a obrigatoriedade do diploma  em curso superior específico para o exercício da         profissão de jornalista no Brasil. Para o STF a formação específica em curso deve ser         dispensada para a garantia do exercício pleno das liberdades de         expressão e informação. Trocando em miúdos: para ser jornalista agora basta saber escrever e sair publicando onde der. (<em>O que também já diminui em muito as possibilidades de intervenção no jornalismo pelos cidadãos brasileiros &#8211; talvez daqui uns cinco anos os analfabetos também sejam protegidos pelo STF, a fim de se tornarem jornalistas aptos</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Porque chegaram até isso, e quais são seus argumentos? Ain&#8230; Dói&#8230; Mas vamos lá&#8230; 1) A salvaguarda da sociedade é não restringir nada&#8230; 2) Atividade jornalística é o mesmo que &#8220;intimidade com as palavras&#8221;&#8230; 3) Em outros países o jornalismo funciona bem sem exigência do diploma (onde? na China?, ah não, é que &#8220;nóis&#8221; é chique e desenvolvido como os europeus)&#8230; 4) Isso evita os obstáculos à         livre expressão garantida pela Constituição Federal&#8230; 5) E a balela continua por aí&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente do STF, Gilmar Mendes, completou ainda dizendo que &#8220;quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Já tive algumas experiências no ramo, e é fato que muitos jornalistas atuam em redações sem terem cursado a graduação em Jornalismo, sendo assim este julgamento feito pelo STF só viria a espelhar a realidade. Por outro lado, sabe-se que muitos autores e pensadores deste século consideram a imprensa/mídia como um dos poderes centrais da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Me atrái a hipótese de que no Brasil os três poderes (judiciário, legislativo e executivo) foram substituídos por: 1°) Poder Econômico; 2º) Poder Midiático; 3º) Poder Político, e ainda: o Poder Político não teria autonomia e sim seguiria decisões feitas primeiramente pelo Poder Econômico e aprovadas pelo Poder Midiático, para então poder atuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, para mim, fica difícil encarar esta declaração de Gilmar Mendes: &#8220;a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade&#8221;&#8230; Talvez se alguém da Justiça tivesse cursado Jornalismo, saberia das Teorias da Comunicação&#8230; Hipótese do Agendamento&#8230; Enfim, acho BEM perigoso colocar a atividade jornalística na mão de qualquer cidadão, até porque todos sabemos que somos regidos pelo Poder Econômico, e não pela liberdade de idéias e expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mendes ainda chegou, em seu discurso, a comparar jornalistas com cozinheiros. &#8220;Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área&#8221;, disse. <em>VALHA ME DEUS!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma liminar do  STF já         garantia, desde novembro de 2006, o exercício da atividade         jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente         de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso         superior na área de jornalismo. Uma coisa é permitir que cidadãos sem formação exercem a atividade jornalística, outra coisa é tornar INCONSTITUCIONAL a obrigatoriedade do diploma de jornalista.</p>
<p style="text-align: justify;">Garibando algums opiniões no Twitter (www.twitter.com/carow85), encontrei uma, postada por Adriano Pinheiro (@dricopinheiro), que para mim resumiu bem: &#8220;<span class="status-body"><strong></strong><span class="entry-content">a capacidade pra atuar em determinada área com sucesso envolve mais que um diploma, mas anular a importância desvaloriza a categoria&#8221;.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content">Eu poderia ficar escrevendo, escrevendo e escrevendo, mas resolvo parar por aqui. Um ótimo dia para os não-jornalistas!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content"><a href="http://www.carow.com.br/leitmotiv/wp-content/uploads/2009/06/ba16641.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-285" title="ba16641" src="http://www.carow.com.br/leitmotiv/wp-content/uploads/2009/06/ba16641.jpg" alt="ba16641" width="510" height="623" /></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content"><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Fellipe tinha razão</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 03:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Hasse</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[ministro Joaquim Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se fala em outra coisa na mídia a não ser sobre a discussão entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa&#8230; Pois bem, como o costumeiro, ouvia a rádio BandNews pela manhã que, já tendo esgotado o bla bla bla hipócrita sobre a chamada &#8220;farra das passagens aéreas&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: justify"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-175" style="margin: 10px;" src="http://www.carow.com.br/leitmotiv/wp-content/uploads/2009/04/joaquim-barbosa-gilmar-mend-150x150.jpg" alt="joaquim-barbosa-gilmar-mend" width="289" height="289" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não se fala em outra coisa na mídia a não ser sobre a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0YEspE07Xok&amp;feature=popular" target="_blank">discussão entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa</a>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, como o costumeiro, ouvia a rádio BandNews pela manhã que, já tendo esgotado o bla bla bla hipócrita sobre a chamada &#8220;farra das passagens aéreas&#8221;, estava sem assunto no noticiário do Paraná e resolveu meter o bedelho no assunto nacional &#8211; o tal quebra pau.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis que a âncora começa a discorrer sobre os belos atos do então chamado <em>primeiro ministro negro do STF</em>, que ele é uma <strong>coisa linda DI Deus</strong>, arrematando, a âncora diz: &#8220;Se vocês querem saber a minha opinião (pq diabos alguém foi perguntar a opinião dela?), eu penso que, enquanto houver homens como Joaquim Barbosa no STF, podemos ficar traquilos&#8221;, conclui a especialista em direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, PORRA! Será que alguém conseguiu prestar atenção não nos &#8220;me respeite que eu não sou seu capanga&#8221;, mas no que disse Gilmar Mendes a respeito da postura da excelência J.B (para os íntimos), que o cara não esteve presente no dia da tal discussão inicial?! Que o cara nem sabia o que havia sido discutido?</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre admirei o Joaquim Barbosa, não por uma mente brilhante, mas pela coragem naquele caso do mensalão.</p>
<p style="text-align: justify;">Ok, ok, admito que quando vi pela primeira vez a briga, vibrei com o arranca-rabo tão elegantemente defendido pelas partes. Afinal não é todo dia que assistimos ofensas e esbravejadas tão distintas. Foi o máximo &#8220;vossa excelência me respeite/ me respeite a vossa excelência, que não não caminha nas ruas, como eu&#8221;, hahaha! ótemo!</p>
<p style="text-align: justify;">E foi quando eu já estava gritando &#8220;Go Joaquim!&#8221; na sala da casa do Fellipe (sr. meu marido que, por acaso, é um estudioso das ciências jurídicas) é que recebi argumentos contra. &#8220;Esse Joaquim é uma anta. Detesto ele&#8221;. E eu, inspirada pelo próprio J.B, já me preparava para defendê-lo com alguns ME RESPEITE! optei pelo benefício da dúvida e então pude entender melhor. E não é que, pela primeira vez, o Fellipe disse algumas verdades? Vamos ver se consigo convencê-los tâmein: O Gilmar Mendes é jurista respeitado, tem trabalhos e biografia muito mais extensa do que o J.B. Para provar isso, recorri ao nosso útil mas nem tanto Wikipédia (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilmar_Mendes" target="_blank">Gilmarzinho</a> &amp; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Barbosa" target="_blank">J.B</a>). Fora isso, como uma convenção da sociedade humana da Terra no mundo, quase todas as instituições tem (nova gramática) uma hierarquia. No STF não é diferente: lá foi instituido que o presidente de 2008 a 2010 seria Gilmar Mendes, certo? Certo. E quando, na sua vida, por mais abalizado que seja um profissional e democrática a instituição você trata seu &#8220;chefe&#8221; do jeito que J.B tratou Gilmarzinho? NA NA NI NA NÃO&#8230;Falta de respeito, de subordinação e, sabendo que a discussão estava sendo filmada e transmitida, até de ética, isso sim.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, acabou que J.B está de licensa (lá vai ele voltar e fazer escarcéu em outro caso, esse Joquim não toma jeito mesmo) e eles só devem se encontrar em 15 dias. Acabou também que, dos 11 ministros, 8 assinaram uma nota de apoio aos presidente do STF &#8211; só não assinaram os dois e a Ellen Gracie, que está viajando, pode ser puxa-saquismo, mas é puxa-saquismo público, o que diz muito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Já vimos tanto essa história de fazer de alguém de que tem opinião contra todo o resto herói e nunca aprendemos. O que me parece é que é mais um daqueles casos em que o senso comum ficou bonitinho de roupa nova e o povo engole tudo de novo. As palavras bonitas como &#8220;faça o que eu faço e saia às ruas, ministro Gilmar&#8221; soam tão bem e são tão exatamente o que a gente quer escutar, que fica fácil bater.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí, hoje no Jornal Nacional - também por falta de assunto &#8211;  ocuparam-se de repercutir a discussão. E foram perguntar pra quem? Pro Lulaaaa! Como sempre, ele disse um monte de coisa, sem dizer nada. E, mais um vez o Fellipe tinha razão: &#8220;Ele tá falando isso porque não deve ter entendido patavina da discussão&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8230; qua qua qua.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>P.S: pra quem ficou com preguiça de ler as biografias, o J.B não é o primeiro ministro negro do STF, mas o terceiro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
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