<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>leitmotiv &#187; jornalistas</title>
	<atom:link href="http://www.carow.com.br/leitmotiv/tag/jornalistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.carow.com.br/leitmotiv</link>
	<description>Artigos relacionados às tendências e novidades em moda, decoração, tecnologia, dicas culturais e gastronômicos, além de poesia e literatura.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Dec 2011 00:03:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Jornalismo fantasma</title>
		<link>http://www.carow.com.br/leitmotiv/jornalismo_fantasma/</link>
		<comments>http://www.carow.com.br/leitmotiv/jornalismo_fantasma/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[atividade jornalística]]></category>
		<category><![CDATA[diploma]]></category>
		<category><![CDATA[exigência]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[inconstitucional]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão.]]></category>
		<category><![CDATA[obrigatoriedade]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carow.com.br/leitmotiv/?p=284</guid>
		<description><![CDATA[A última do STF (Supremo Tribunal Federal) ontem à noite, dia 17,  foi como uma porrada na cara dos jornalistas, categoria de profissionais a qual atuo desde 2003, quando comecei meu curso de Jornalismo na PUCPR. A Justiça brasileira optou por votar (oito votos a um) contra a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A última do STF (Supremo Tribunal Federal) ontem à noite, dia 17,  foi como uma porrada na cara dos jornalistas, categoria de profissionais a qual atuo desde 2003, quando comecei meu curso de Jornalismo na PUCPR.</p>
<p style="text-align: justify;">A Justiça brasileira optou por votar (oito votos a um) contra a obrigatoriedade do diploma  em curso superior específico para o exercício da         profissão de jornalista no Brasil. Para o STF a formação específica em curso deve ser         dispensada para a garantia do exercício pleno das liberdades de         expressão e informação. Trocando em miúdos: para ser jornalista agora basta saber escrever e sair publicando onde der. (<em>O que também já diminui em muito as possibilidades de intervenção no jornalismo pelos cidadãos brasileiros &#8211; talvez daqui uns cinco anos os analfabetos também sejam protegidos pelo STF, a fim de se tornarem jornalistas aptos</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Porque chegaram até isso, e quais são seus argumentos? Ain&#8230; Dói&#8230; Mas vamos lá&#8230; 1) A salvaguarda da sociedade é não restringir nada&#8230; 2) Atividade jornalística é o mesmo que &#8220;intimidade com as palavras&#8221;&#8230; 3) Em outros países o jornalismo funciona bem sem exigência do diploma (onde? na China?, ah não, é que &#8220;nóis&#8221; é chique e desenvolvido como os europeus)&#8230; 4) Isso evita os obstáculos à         livre expressão garantida pela Constituição Federal&#8230; 5) E a balela continua por aí&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente do STF, Gilmar Mendes, completou ainda dizendo que &#8220;quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Já tive algumas experiências no ramo, e é fato que muitos jornalistas atuam em redações sem terem cursado a graduação em Jornalismo, sendo assim este julgamento feito pelo STF só viria a espelhar a realidade. Por outro lado, sabe-se que muitos autores e pensadores deste século consideram a imprensa/mídia como um dos poderes centrais da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Me atrái a hipótese de que no Brasil os três poderes (judiciário, legislativo e executivo) foram substituídos por: 1°) Poder Econômico; 2º) Poder Midiático; 3º) Poder Político, e ainda: o Poder Político não teria autonomia e sim seguiria decisões feitas primeiramente pelo Poder Econômico e aprovadas pelo Poder Midiático, para então poder atuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, para mim, fica difícil encarar esta declaração de Gilmar Mendes: &#8220;a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade&#8221;&#8230; Talvez se alguém da Justiça tivesse cursado Jornalismo, saberia das Teorias da Comunicação&#8230; Hipótese do Agendamento&#8230; Enfim, acho BEM perigoso colocar a atividade jornalística na mão de qualquer cidadão, até porque todos sabemos que somos regidos pelo Poder Econômico, e não pela liberdade de idéias e expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mendes ainda chegou, em seu discurso, a comparar jornalistas com cozinheiros. &#8220;Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área&#8221;, disse. <em>VALHA ME DEUS!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma liminar do  STF já         garantia, desde novembro de 2006, o exercício da atividade         jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente         de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso         superior na área de jornalismo. Uma coisa é permitir que cidadãos sem formação exercem a atividade jornalística, outra coisa é tornar INCONSTITUCIONAL a obrigatoriedade do diploma de jornalista.</p>
<p style="text-align: justify;">Garibando algums opiniões no Twitter (www.twitter.com/carow85), encontrei uma, postada por Adriano Pinheiro (@dricopinheiro), que para mim resumiu bem: &#8220;<span class="status-body"><strong></strong><span class="entry-content">a capacidade pra atuar em determinada área com sucesso envolve mais que um diploma, mas anular a importância desvaloriza a categoria&#8221;.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content">Eu poderia ficar escrevendo, escrevendo e escrevendo, mas resolvo parar por aqui. Um ótimo dia para os não-jornalistas!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content"><a href="http://www.carow.com.br/leitmotiv/wp-content/uploads/2009/06/ba16641.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-285" title="ba16641" src="http://www.carow.com.br/leitmotiv/wp-content/uploads/2009/06/ba16641.jpg" alt="ba16641" width="510" height="623" /></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span class="status-body"><span class="entry-content"><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carow.com.br/leitmotiv/jornalismo_fantasma/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

